Introdução ao RFID

INTRODUÇÃO A RFID

RFID é a abreviação de Radio Frequency Identification ( Identificação por Frequência de Rádio), que serve para descrever qualquer sistema de identificação que usa frequência de rádio ou variações do campo eletromagnético para comunicar, anexado a um item. Existem dois componentes principais e mais citados de uma aplicação RFID, são o identificador, que é o dispositivo anexado ao item, responsável de identificá-lo, e o leitor que é o dispositivo capaz de reconhecer a presença de um identificador e ler as informações nele contidas. O leitor encaminha as informações para um sistema. Este sistema é um software que fica entre o leitor e a aplicação, mas conhecido como midleware RFID. O departamento de defesa dos Estados Unidos das Américas (DoD – Department of Defense), o FDA (Food and Drug Administration) e algumas megacorporações, mostraram um recente interesse a respeito do RFID. Em 2005, a empresa Wal-Mart solicitou que seus 100 maiores fornecedores implementassem identificadores RFID aos contêineres enviados para suas lojas. Fazendo com que outras empresas utilizassem a tecnologia. Várias empresas aderiram ao uso de identificadores e suporte RFID, que agora é chamado de aplicações tag and ship, o ato de identificar produtos antes de enviá-los para os clientes. Poucas dessas empresas fizeram uso da compatibilidade definidas nos padrões de uso de identificadores RFID para aumentar sua eficiência em processos realizados.

O uso do RFID oferece benefícios para quase todo tipo de caso de registro de bens, sejam pessoas em busca de catalogar seus bens, fabricantes melhorando processos internos e logicística do produto e varejistas controlando furtos de bens em seus estabelecimentos. A redução no custo e tamanho dos identificadores, facilitou o crescimento das tecnologias RFID. Os primeiros identificadores RFID, eram um pouco menores que um gabinete do tipo Desktop AT/ATX. E os leitores, prédios com grandes antenas.

Identificador RFID

VANTAGENS DE USO DO RFID

Várias formas de identificações de objetos, pessoas e animais são conhecidas, o código de barras é o mais conhecido de todos, mas a forma de leitura usando laser para ler o identificador tem algumas dificuldades. Este tipo de coleta, requer visada direta, o item deve estar a vista e próximo do leitor de código de barras. As demais formas de identificação e coleta, por exemplo, cartão magnético, também seguem o mesmo principio dos identificadores de código de barras. Este tipo de identificação não se aplica para itens que se movem e estão distantes dos leitores, coletar informações de itens presentes em um contêiner em um navio, itens que deslizam em um esteira de forma não alinhada, são alguns exemplos de limitações. RFID fornece leitura de itens a distância e não requer um alinhamento perfeito para ler uma informação contida em um identificador RFID anexado a um produto. Significando automação mais rápida, controle sobre os processos e controle de estoque e logística.

Proxmark III – “É sem dúvida o dispositivo mais poderoso disponível atualmente para  pesquisa de sistemas RFID”. Declara o fabricante.  Custando $399,00, a antena é vendida separadamente. O equipamento fareja redes RFID que usam as frequências 125kHz, 134kHz e 13.56Mhz. Pode ser uma arma poderosa nas mãos de ladrões de dados.

 

 

 

 

 

Uma matéria publicada por Marki Roberti no site RFID Jornal, fala sobre os benefícios que o RFID traz para os fornecedores do ramo de vestuários. Fornecedores de vestuários são diferentes dos fornecedores de bens de consumo embalados (CPG – Consumer packaged goods). A maioria das empresas CPG produzem os seus próprios produtos, enquanto a maioria dos fornecedores de vestuários terceirizam a produção para países onde o custo de produção é mais barato. Marki Roberti destaca também a complexabilidade de identificação dos itens de vestuários, um produto de bem de consumo embalado, existe em tamanhos grande, médio e pequeno, por exemplo. Já os itens que formam um calça jeans, pode ter 20 tamanhos para cada modelo. Artigos de vestuário são mais caros que os itens de consumo embalados, e são roubados com maior frequência.

INTERNET DAS COISAS

O período final do progresso de adoção do RFID, será o internet das coisas (Internet of Things), aproveitando a capacidade de identificadores RFID de serem regravados e adicionadas novas informações, criando uma rede de objetos. Mas para isso, o RFID deve passar pelos demais períodos deste progresso, são eles: período proprietário, período de compatibilidade, período das empresas com RFID, período das industrias com RFID e por fim, o período da internet das coisas. Atualmente o progresso se encontra no período de compatibilidade, faltando apenas o período responsável da implantação de registro RFID nos processos internos das organizações e a saída do produto já identificado para o mercado e consumidores finais.

Produtos físicos terão a capacidade de conectar-se a rede de internet por meio de seus identificadores RFID, e de contrapartida, proporcionando ao consumidor informações sobre o produto. Saber qual o caminho percorreu uma garrafa de vinho, ou saber onde estão todas as peças fabricadas em um determinado lote de produção, são algumas das vantagens.

SEGURANÇA RFID E PRIVACIDADE

O RFID levanta duas questões de privacidade dos utilizadores, como: monitoramento clandestino e criação de inventários. Por padrão, identificadores RFID respondem a um pedido de leitores sem nem um tipo de alerta ou confirmação de pedido. A maioria dos identificadores de RFID publicam identificadores únicos, mesmos os que são protegidos por criptografia. Um carro que emite um número fixo de série para um determinado grupo de leitores de uma região, gerando um cenário propicio para acompanhamento clandestino. Este monitoramento pode ser possível até com identificadores com com número de série aleatórios. E a ameça ficar maior quando estes números de identificadores contém informações pessoais. Hoje estes problemas não são motivos de preocupações imediatas, tendo em vista que a fase final do progresso de implantação a nível de varejo esteja alguns anos distantes.

Estudo realizado na Austrália por Edward Farrell e apresentado no Ruxcon – The leading technical security conference in Australia, em 2010. Foram analisadas dezoito implementações RFID na Austrália. Quinze estavam de alguma forma, sobre o padrão ISO14443. Seis estavam com senhas padrões de fábrica em seus dispositivos de armazenamento de memória e duas tinham mecanismos de segurança fracos. Foram coletadas informações estáticas de cartões de controle de acesso a estabelecimentos e informações financeiras e auditorias em segundo plano. Mostrando que o processo de implementação do RFID depende da segurança física, multifatores de autenticação e listas permissivas de acesso.

CONCLUSÃO

O RFID não é um sistema barato, mas ele oferece inúmeras vantagens sobre os códigos de barras. Mesmo sem uma tecnologia com bom nível de maturidade, a oportunidade de oferecer melhorias imediatas e urgentes no serviço oferecido, vem superando os pontos negativos.

Novos processos de normalização tem aumentado a compatibilidade entre fabricantes. O aumento do tempo de vida dos identificadores, também tem colaborado com a implementação da tecnologia. Questões sobre falha de privacidade e segurança foram reconhecidas pelos fabricantes, levando todos a reverem cuidadosamente as estratégias e políticas de segurança.

REFERÊNCIAS

[1] R. Fox, “Radio Frequency Identification ( RFID ) in the Telecommunications Industry White Paper Table of Contents”, 2005.
[2] Shepard Steven, “RFID: radio frequency identification”, 2005.
[3] Glover Bill, Bhatt Himanshu, “Fundamentos de RFID”, 2007.
[4] Finkenzeller Klaus, “RFID HANDBOOK”, 2003.
[5] Patrick J. Sweeney, Patrick J. Sweeney II, “RFID for dummies”, 2005.
[6] A.A. Publication, “Shrouds of Time The history of RFID,” 2006.
[7] B.C. Swedberg, M. Benz, M. Motors, and M. Fuso, “Israeli Auto Importer Puts RFID Into Operation Israeli Auto Importer Puts RFID Into Operation,” 2010, pp. 1-2.
[8] D. Sistemi, “RFID News Roundup,” 2010, pp. 1-2.
[9] C. Floerkemeier, “Integrating RFID Readers in the Enterprise IT – Overview of Intra-organizational RFID System Services and Architectures,” 2008.
[10] Miles Technology, “White Paper A comparison of RFID frequencies,” 2006.
[11] B.K. Powell and P. Development, “Passive Radio Frequency Identification ( RFID ) – A Primer for New RF Regulations,” 2003.
[12] Roberti, By Mark, “RFID Will Benefit Apparel Suppliers.” (2010): 1-2
[13] Juels, Ari, “RFID Security and Privacy: A Research Survey.” In Practice (2005): 1-19.

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2 thoughts on “Introdução ao RFID

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